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Spirulina: o alimento mais nutritivo do mundo

Hoje eu quero apresentar a Spirulina, uma alga verde-azul escura que cresce em águas extremamente alcalinas. O que eu adoro nessa alga, além da grande quantidade de proteína que ela fornece, é que ela tem inúmeros outros benefícios para a saúde como: ação anti-inflamatória, melhora a imunidade, reverte o envelhecimento, promove a saúde do intestino, desintoxica o fígado, melhora a acne, potencializa o desempenho físico, reduz quadros de alergia e muito mais.

A Spirulina é chamada de superalimento porque o seu perfil nutricional é mais potente do que qualquer outro alimento de origem animal ou de planta. As algas contém maiores quantidades de clorofila que qualquer outra planta.  Mais de 60% do seu valor calórico é de proteínas de alta biodisponibilidade e de fácil digestão – além disso, contém maior teor de beta-caroteno e ácidos nucléicos do que qualquer outro alimento de origem animal ou vegetal. Ela também contém mais ferro que a carne e mais cálcio que o leite, na mesma proporção.

Estes nutrientes e fitonutrientes fazem da spirulina uma ótima alternativa alimentar para suplementos vitamínicos isolados. Seu grande estoque de ácidos nucléicos (DNA/RNA) é conhecido por causar regeneração celular e reversão do envelhecimento. Além disso, contém altas doses de omega 3 e de ácidos gama-linoleico GLA, também associados ao retardo do envelhecimento e ação anti-inflamatória.

Em geral é nutridora, tônica, e indicada para reverter casos de deficiências, ao mesmo tempo que promove um efeito de limpeza devido ao seu alto teor de clorofila. Isso ocorre porque seus nutrientes são rapidamente digeridos e absorvidos, o que fornece energia rápida logo após a sua ingestão.

Por isso, beneficia aqueles com problemas causados por uma alimentação excessivamente protéica de origem animal, o que não é bem assimilado pelo corpo e pode causar formação de toxinas em excesso. Através da ingestão de 10 gramas por dia de spirulina, o corpo se torna satisfeito e o desejo de proteína animal diminui.

Propriedades:

  • altamente nutritiva, rica em vitaminas, minerais e antioxidantes
  • desintoxica o fígado e os rins
  • purifica e fortalece o sangue
  • purifica as artérias
  • melhora a flora intestinal
  • inibe o crescimento de fungos e bactérias
  • fortalece o sistema imune
  • purifica a pele
  • reverte o envelhecimento

Com tantas propriedades boas, vamos conferir o perfil nutricional da spirulina:

Proteínas | 60-70% do seu valor calórico é de proteína altamente biodisponível, fácil de digerir. Cada 100 g pode conter 65 g de proteína. Para entender melhor: 100 g de frango contém 16g de proteína ou um ovo contém 13 g de proteína a cada 100 g.

Aminoácidos | contém todos os aminoácidos essenciais => proteína completa

Gorduras saudáveis ​​| principalmente sob a forma de ácidos graxos poli-insaturados.
Ômega-3 | ácido linolênico, 0,8 g / 100g
Ômega-6 | ácido linoleico, GLA 1,2 g / 100g

Vitamina B12 | Nota especial: a forma de B12 encontrada na spirulina é uma pseudovitamina, portanto, não é uma fonte confiável de B12 para os seres humanos por ser uma forma inativa. É considerada um análogo, o que não tem a mesma biodisponibilidade que as fontes de origem animal de B12.

Vitaminas A, D, K, E
Vitaminas do complexo B | B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), ácido fólico, B5
antioxidantes | carotenóides} beta-caroteno, luteína, zeaxantina, criptoxantina
Clorofila
Cobre | 6/1 mg / 100g
ferro | 28 mg / 100g
Magnésio | 195 mg / 100g

Potássio | 1,3 g / 100 g
Manganês | 1,9 mg / 100g
Zinco | 2 mg / 100g

A essa altura, você já deve estar se perguntando como introduzir essa alga riquíssima em sua vida. Em pó, ela pode ser misturada com água e limão, água pura ou água de coco, ou  misturada no suco verde. Eu consumo a spirulina da PuraVida em tabletes, porque é certificada orgânica, algo que deve ser levado em consideração, já que ela é uma alga cresce na água, e isso facilita a absorção de metais pesados presentes ao redor de onde ela cresce. Atualmente já existem várias marcas no mercado, podendo ser encontradas em lojas de produtos naturais ou sites pela internet.

Tomo de 5 a 10 tabletes todos os dias pela manhã em jejum ou depois de atividade física, mas pode ser consumida em qualquer horário. Fornece uma ótima dose de energia para passar o dia sem depender de café ou outros estimulantes como o açúcar.

Você já conhecia a spirulina? Se sim, qual a sua forma preferida de incorpora-la a alimentação? Compartilhe nos comentários abaixo, vou adorar saber!

Referências

1- Vonshak, Avigad. L.V. Venkataraman. Spirulina platensis (Arthrospira): Physiology, Cell Biology and Biotechnologym. Journal of Applied Phycology. June 1997, Volume 9, Issue 3, pp 295-296

2- Pitchford, Paul. Asian traditions and modern nutrition: Healing with whole foods.

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O que é medicina funcional?

Atualmente estamos vivendo uma epidemia de doenças crônicas, como a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, doenças cardíacas, distúrbios hormonais, e demência. Todas estas doenças são fortemente influenciados pela dieta, estilo de vida, meio ambiente, e genética e são adquiridas ao longo de vários anos, silenciosamente, e não de uma hora para outra.  

Infelizmente, a medicina convencional, também conhecida como a medicina ocidental, não tem evoluído em sua abordagem no que diz respeito a esses fatores de risco. É absolutamente ótima no momento do diagnóstico – o que significa dar um nome a um problema – e no tratamento de sintomas agudos. Porém, a longo prazo se restringe ao uso de medicamentos que melhoram pouco ou quase nada determinada condição, e que em troca causam uma vasta gama de efeitos colaterais.

A medicina funcional pergunta por que as coisas deram errado. Por que você sente queimação depois de comer? Por que você está constipado? Por que você está deprimido?  Não é baseada apenas no diagnóstico em si. Independente de ter um diagnóstico de gastrite, depressão, ou qualquer outra doença, nós queremos saber o que aconteceu errado que ocasionou esses desequilíbrios e como corrigi-los.

Por exemplo, imagine que você está usando um sapato 3 números menores que seu pé e então foi diagnosticado com “dor no pé”. A medicina convencional irá prescrever um analgésico para anestesiar a dor. Usando medicina funcional, nós vamos tirar o sapato e descobrir o tamanho certo.

Essa abordagem abrangente possibilita uma compreensão dos sintomas e de como tudo está conectado. Por exemplo, se alguém está constipado, ansioso e não consegue dormir, sob uma abordagem médica tradicional, pode ser prescrito um laxante, um ansiolítico e um remédio para dormir. A medicina funcional reconhece que todos estes sintomas partilham uma necessidade bioquímica de magnésio. A solução pode ser tão simples como adicionar mais magnésio na dieta. Ou não…

Sob o paradigma da medicina funcional, determinamos os desequilíbrios através de reconhecimento de padrões, ouvindo atentamente a história do paciente e realizando testes laboratoriais. Investigamos vários fatores, incluindo:

Fatores ambientais – o ar que respiramos, a água que bebemos, a comida que você come, a qualidade dos alimentos disponíveis, o nível de exercício físico, exposições tóxicas ou traumas – tudo isso afeta a sua saúde.

Elementos mente-corpo – o psicológico, espiritual e também os fatores sociais todos podem ter uma profunda influência sobre sua saúde. Considerar todas essas áreas nos ajuda a avaliar a sua saúde como uma pessoa inteira, não apenas em termos de seus sintomas físicos.

Composição genética – Apesar de genes individuais poderem tornar mais suscetível a algumas doenças, o seu DNA não é um plano imutável para a sua vida. As pesquisas mostram que os genes podem ser influenciados por tudo em seu ambiente, bem como suas experiências, atitudes e crenças. Isso significa que é possível alterar a forma como os genes são ativados e expressos, como interruptores que ligam e desligam a doença. Leia mais aqui.

Através desta avaliação funcional, somos capazes de entender como chave de processos bioquímicos são afetados e por que você tem seus sintomas. A medicina funcional ajuda a desmistificar se o que tem acontecido a você é bioquímico, emocional ou energético.

Tem interesse em saber mais? Clique aqui e agende uma avaliação inicial para descobrir como essa abordagem pode lhe ajudar a recuperar sua saúde!

 Qual é a sua história? Alguma vez você já sentiu que foi reduzid@ a um sintoma ou a um diagnóstico e não conseguiu resolver seu problema? Conte-me nos comentários abaixo ou envie um email. Vou adorar saber mais sobre você!

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O que você precisa saber sobre uma dieta vegetariana

Figuras de renome mundial tão diversos como os filósofos Platão e Nietzsche, os líderes políticos de Benjamin Franklin a Gandhi, e ícones pop Paul McCartney e Bob Marley, todos defendiam ou defendem uma dieta vegetariana. A ciência também está ao lado do vegetarianismo, pois é grande o número de estudos que têm demonstrado que uma alimentação vegetariana/vegana traz inúmeros benefícios para a saúde.

“Vegetariano” é quem não come carnes, seja ela de frango, peixe ou bovina. Vegetarianos que evitam carne, mas comem produtos de origem animal, como queijo, leite e ovos, são ovo-lacto-vegetarianos (ovo = ovo; lacto = leite, queijo, etc.). As pessoas que abstém-se de qualquer alimento de origem animal são chamadas de vegetarianos puros ou veganos. O que a investigação científica mostra é que os benefícios a saúde aumentam à medida que a quantidade de alimentos de origem animal na dieta diminui, por isso as dietas veganas são em geral as mais saudáveis.

Como muitas pessoas tem me perguntado sobre esse tipo de alimentação, vou dedicar este post para esclarecer um pouco mais sobre o que acontece no nosso corpo quando paramos de comer carne e outros produtos de origem animal:

1- Você pode perder alguns quilos:

Em uma meta análise(1), o médico Neal Barnard, professor adjunto de medicina na George Washington University of Medicine, recentemente revisou todos os ensaios clínicos de dietas vegetarianas, em termos de perda de peso. Seus resultados, publicados no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, revelam que uma alimentação baseada em vegetais tende a nos deixar mais leves – mesmo que esse não seja o objetivo original para essa alimentação. A média de perda de peso encontrada pelo Dr.Barnard: 3,5 kg. Quanto mais tempo durou o estudo, maior foi a perda.

2- Você estará se protegendo de câncer, doenças cardíacas e diabetes:

Dietas vegetarianas baseadas em alimentos naturais e integrais contém baixo teor de gordura saturada, são ricas em fibras e repletas de fitoquímicos que ajudam a prevenir o câncer. Amplos estudos realizados na Inglaterra e na Alemanha demonstraram que os vegetarianos tem cerca de 40 por cento menos probabilidade de desenvolver câncer em comparação aos que comem carne. (2-4)

Também ajudam a prevenir doenças cardíacas. Produtos de origem animal são a principal fonte de gordura saturada e a única fonte de colesterol na dieta. Além disso, a fibra ajuda a reduzir o colesterol e produtos de origem animal contêm nenhuma fibra. Quando os indivíduos mudam para uma alimentação com alto teor de fibras e com baixo teor de gordura seus níveis séricos de colesterol muitas vezes caem dramaticamente.(5,6)

3- Seus músculos podem precisar de mais tempo para se recuperar.

Proteína é essencial para a construção muscular, mantendo e reparando o músculo no pós-treino. Isso é invariável, porém a fonte de proteína não. Sendo proteína animal ou vegetal a função dela no organismo será a mesma, apenas a última vai demorar um pouco mais para fazer seu trabalho. Sabendo disso, uma ótima forma de obter sua proteína pós-treino é na forma líquida, como qualquer um desses smoothies aqui,  já que os líquidos são absorvidos mais rapidamente que os sólidos.

4- Você pode precisar suplementar. Mas não muito.

A vitamina B12 é uma questão importante para veganos, embora muito fácil de lidar. Encontrada principalmente em produtos de origem animal, pequenas quantidades podem ser encontrados em produtos vegetais, devido à contaminação bacteriana.(7,8) No entanto, estes alimentos de origem vegetal e fermentados, como a spirulina, algas e misô não fornecem uma fonte ativa e confiável, (9) por isso a vitamina B12 deve ser obtida de outras fontes. A ingestão regular de vitamina B12 é importante para atender às necessidades nutricionais. É especialmente importante para as mulheres grávidas, mães que amamentam e crianças obter quantidade suficiente de vitamina B12.

Espero que esse post lhe ajude a considerar suas escolhas alimentares. Eu tenho evitado produtos de origem animal há 1 ano e meio e nunca me senti tão bem. Como você tem se sentido com a sua alimentação?

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foto: greenkitchenstories

Referencias

1- Barnard ND, Levin SM, Yokoyama Y. A systematic review and meta-analysis of changes in body weight in clinical trials of vegetarian diets.J Acad Nutr Diet. Published online on January 21, 2015.

2- Thorogood M, Mann J, Appleby P, McPherson K. Risk of death from cancer and ischaemic heart disease in meat and non-meat eaters. Br Med J. 1994;308:1667-1670.

3- Chang-Claude J, Frentzel-Beyme R, Eilber U. Mortality patterns of German vegetarians after 11 years of follow-up. Epidemiology. 1992;3:395-401.

4- Chang-Claude J, Frentzel-Beyme R. Dietary and lifestyle determinants of mortality among German vegetarians. Int J Epidemiol. 1993;22:228-236.

5- Barnard RJ, Inkeles SB. Effects of an intensive diet and exercise program on lipids in postmenopausal women. Women’s Health Issues. 1999;9:155-161.

6. Barnard ND, Scialli AR, Bertron P, Hurlock D, Edmonds K, Talev L. Effectiveness of a low-fat vegetarian diet in altering serum lipids in healthy premenopausal women. Am J Cardiol. 2000;85:969-972.

7. Herbert V. Vitamin B-12: plant sources, requirements, and assay. Am J Clin Nutr. 1988;48:852-858.
35.

8. Rauma A, Torronen R, Hanninen O, Mykkanen H. Vitamin B-12 status of long-term adherents of a strict uncooked vegan diet (“living food diet”) is compromised. J Nutr. 1995;125:2511-2515.

9. Position of the American Dietetic Association: vegetarian diets. J Amer Diet Assoc. 2003;103(6):748-765.

 

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Como o estresse pode prejudicar sua saúde?

Ultimamente eu tenho trabalhado em vários projetos paralelos ao consultório e por mais que eu ame o meu trabalho, todos sabemos como é fácil ficar estressada quando temos muitas coisas para resolver, compromissos, problemas, etc. Estresse é algo que está presente na vida de quase todo mundo. Mas o que é o estresse?

Por definição é a resposta do seu cérebro a qualquer estímulo interno ou externo. Isso pode acontecer por uma mudança em seu estilo de vida, um dano físico como uma ferida, exercícios em excesso, cicatrização de uma cirurgia; e claro, estresse emocional causado por problemas no trabalho, relacionamentos, perdas, emoções, condições financeiras, etc.

O estresse não é algo bom ou ruim, simplesmente é. Como reagimos, lidamos, manifestamos, e gerimos o stress é onde está toda a magia – ou melhor, desafio. Os impactos do estresse em nossa saúde e nosso corpo podem se manifestar em uma infinidade de formas, incluindo alterações hormonais, reações do sistema nervoso, alterações no peso e sono, má digestão, doenças cardiovasculares, diminuição da imunidade, desequilíbrios do sistema reprodutivo, insônia, síndrome de fadiga crônica, distúrbios da tireóide, depressão, entre outras.

O estresse é uma resposta fisiológica necessária principalmente em situações de perigo. Por exemplo, se nos deparássemos frente a frente a um leão, precisaríamos de nossa resposta ao estresse para dar um impulso a todo gás para começar a correr, respirar mais rápido para fornecer oxigênio como combustível aos músculos e a liberação de hormônios das glândulas supra-renais, principalmente o cortisol, para aumentar nosso foco e usar as reservas de energia como combustível para fugir do perigo.

O cortisol não é um hormônio ruim, mas quando se torna elevado cronicamente esse hormônio sinaliza ao seu corpo para ele comer mais do que precisa porque está reagindo a um instinto de sobrevivência e não a um prazo do trabalho ou a 2 horas de trânsito. O cortisol é necessário, porém, altos níveis desse hormônio por muitas horas irão contribuir para um estado de inflamação silenciosa crônica e especialmente para o ganho de peso abdominal. Por isso é importante aprender como podemos desligar essa elevada resposta ao estresse quando ele não é necessário.

Para mim, yoga e meditação são ferramentas infalíveis para ajudar a aliviar o estresse. Com o ritmo em que as coisas acontecem, tão rápido e emocionante, podemos nos sentir sobrecarregadas com facilidade. Yoga e meditação me ajudam muito e podem ajudar você a manejar pensamentos negativos, listas de afazeres, pressões, ansiedades, etc.; é a única coisa que posso fazer para me centrar completamente e voltar para o meu verdadeiro eu, sentir-me feliz, alerta, energizada, e poder continuar a fazer o que faço melhor.

Quase todos os dias eu medito por alguns minutos depois da minha prática de yoga antes de começar meu dia de trabalho em um local especial na minha casa. Se você nunca fez yoga, tente uma aula experimental ou apenas sente em silêncio para observar sua respiração por alguns minutos. Pode ser uma meditação andando em um jardim ou parque, na praia ou mesmo em seu carro enquanto você dirige – você pode respirar fundo em qualquer lugar. O objetivo não é  “não pensar” porque os pensamentos virão, o desafio da prática é permitir que esses pensamentos flutuem como uma pequena bolha e não atribuir uma reação dando-lhes mais poder para tirar o momento presente.

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Brasil: o maior consumidor de agrotóxicos do mundo

Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Observatório da Indústria dos Agrotóxicos da Universidade Federal do Paraná, enquanto nos últimos dez anos o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o mercado brasileiro cresceu 190%. Em 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto de maior mercado mundial de agrotóxicos. 

O consumo de agrotóxicos e fertilizantes químicos pela agricultura brasileira é crescente, sendo proporcional ao aumento das monoculturas (soja, milho, cana e algodão), cada vez mais dependentes dos insumos químicos.

Tal aumento está relacionado a vários fatores, como a expansão do plantio da soja transgênica, que amplia o consumo de glifosato, a crescente resistência das ervas “daninhas”, dos fungos e dos insetos demandando maior consumo de agrotóxicos e/ou o aumento de doenças nas lavouras, como a ferrugem asiática na soja, o que aumenta o consumo de fungicidas. Importante estímulo ao consumo advém da diminuição dos preços e da absurda isenção de impostos dos agrotóxicos, fazendo com que os agricultores utilizem maior quantidade por hectare.

Para piorar 70% do volume total de agrotóxicos consumidos em nossas lavouras se encontram em processo de reavaliação toxicológica pela Anvisa (2008) ou em etapa de retirada programada do mercado devido a decisão de banimento, no qual estão incluídos o glifosato, o endosulfan, o metamidofós, o 2.4D, o paration-metílico e o acefato.

São ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer (…) [e] Apesar de serem proibidos em vários locais do mundo, como União Europeia e Estados Unidos, há pressões do setor agrícola para manter esses três produtos (endosulfan, metamidofós e acefato) no Brasil, mesmo após serem retirados de forma voluntária em outros países.¹

A manutenção de um sistema imunológico forte e saudável é uma parte importante na recuperação de sua vitalidade. Condições como alergias respiratórias, alergias de pele, intolerâncias, inflamações, infecções, câncer, doenças neurológicas e hormonais tendem a ocorrer naqueles que experimentam algum tipo de desequilíbrio que afeta o sistema imunológico, sejam os resultados do desequilíbrio por uso de antibióticos, estresse, dieta ou qualquer outro fator. Ao ingerir pesticidas diariamente, durante vários anos, estamos enfraquecendo nosso principal mecanismo de defesa e manutenção da saúde. Ao comer alimentos que são ricos em nutrientes saudáveis ​​e livres de pesticidas, damos o nosso corpo melhores chances para se fortalecer e lutar contra infecções e doenças.

Além de cessar os danos, ou seja, parar de comer agrotóxicos, precisamos correr atrás do prejuízo. Uma pesquisa recente da Royal Melbourne Institute of Technology descobriu que depois de apenas uma única semana de alimentação orgânica, os participantes apresentaram uma contagem de pesticidas 90% menor do que aqueles que não consumiam frutas e legumes orgânicos.²

Nosso corpo é uma super potência para se desintoxicar, mas precisamos dar essa chance a ele. O que fazer se estamos com o orçamento apertado, ou não temos tempo ou acesso à uma feira orgânica?
Evite comprar os produtos mais contaminados. Ao optar por orgânicos, ingerimos alimentos vivos e ricos em nutrientes. A sua saúde, dos seus filhos e do planeta agradece. A seguir segue uma lista dos 8 produtos mais e os 5 menos contaminados:

Alimentos mais contaminados: Pimentão, Morango, Pepino, Alface, Beterraba, Cenoura, Abacaxi, Mamão

Menos: cebola, manga, repolho, maçã, couve

Se quiser saber mais informações você pode baixar gratuitamente esse livro da Abrasco – Associação Brasileira de Saúde Coletiva, extremamente rico em informações ou assistir esse documentário “O mundo segundo a Monsanto”. Você poderá se surpreender!

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1- Carneiro, F.F.; Rigoto, R.M.; Augusto, L.G.S.; et al (org.). (2015). Dossiê Abrasco: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde. Rio de Janeiro/ São Paulo. Ed. Expressão Popular.

2- Oates, L., Cohen, M., Braun, L., Schembri, A., & Taskova, R. (2014). Reduction in urinary organophosphate pesticide metabolites in adults after a week-long organic diet. Environmental Research, 132(0), 105-111.

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Nutrigenômica: controlando os genes através da alimentação

” Que o alimento seja o remédio, e que o remédio seja o alimento “

Essa frase antiga escrita pelo Hipócrates, pai da medicina moderna foi deixada de lado aqui no ocidente por muito tempo. Felizmente as coisas estão mudando e cada vez mais estamos descobrindo o verdadeiro potencial dos alimentos para a nossa saúde.

As propriedades terapêuticas dos alimentos sempre foram muito polêmicas. Desde 2004, com o término do Projeto Genoma Humano e a decodificação do nosso DNA, muitas coisas começaram a ficar claras nesse terreno. Apesar de termos um número consideravelmente pequeno de genes ( 25.000 em cada célula) comparando a outras espécies, os cientistas descobriram recentemente maneiras de controlar esse modesto número que possuímos, ao que chamaram de epigenética. Essa ciência explica como podemos mudar a atividade dos genes sem mudar a sequência genética.

Uma das formas que podemos influenciar os genes sem alterar sua estrutura básica é através dos alimentos que comemos. O impacto da nutrição sobre os nossos genes é chamado de nutrigenômica. Podemos dizer que os nossos genes carregam a arma e o nosso estilo de vida puxa o gatilho. Os alimentos conversam com os nossos genes e mandam mensagens de saúde e doença.

Vamos analisar de uma maneira diferente: Nossa garfo é tão poderoso que ele pode não só transportar alimentos para a nossa boca, como também pode ser usado como um interruptor genético liga/desliga para alterar o nosso peso, pressão arterial, colesterol no sangue, o crescimento do câncer, e até mesmo as nossas chances de envelhecimento saudável.

Até agora, a maioria dos estudos em nutrigenômicos foram realizados com uma dieta a base de plantas, ou seja, vegana, e com baixo teor de gordura, a chamada dieta Ornish. Os resultados desses estudos são realmente incríveis:

1. Uma dieta baseada em vegetais pode desativar genes do câncer de próstata.¹

2. Uma dieta baseada em plantas retarda o envelhecimento.²

3. Uma dieta baseada em vegetais melhora a inflamação, o peso e a saúde vascular.³

Quando Hipócrates escreveu há 2.400 anos “Que o alimento seja o remédio”, imagino que ele não fazia idéia de que experiências científicas um dia provariam suas ideias. Comida não é apenas uma fonte de calorias que contêm proteínas, carboidratos e gorduras, é muito mais do que isso. É uma grande fonte de fitonutrientes, moléculas químicas das plantas que não são proteínas, caroboidratos, ou qualquer outro macro ou micronutriente, e que interagem com a sua biologia. Comida é informação.

“Você é o que você come”  um ditado popular tão antigo nunca fez tanto sentido. Por isso, tenha consciência de que os alimentos que você está ingerindo são de boa qualidade, orgânicos, frescos e naturais, pois eles irão se tornar suas células, sua pele, seus cabelos, você.

Como você está controlando seus genes? Seus alimentos estão enviando mensagens boas ou ruins?

A sua saúde está em suas mãos e você tem o poder de controlar isso.

Espero que esse post ajude a você tomar boas decisões em relação a sua saúde!

 

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1- D. Ornish, M.J. Magbanua, et al. Changes in prostate gene expression in men undergoing an intensive nutrition and lifestyle intervention. Proc Natl Acad Sci U S A. 2008 Jun 17;105(24):8369-74. doi: 10.1073/pnas.0803080105. Epub 2008 Jun 16.

2- D. Ornish, J. Lin, et al. Effect of comprehensive lifestyle changes on telomerase activity and telomere length in men with biopsy-proven low-risk prostate cancer: 5-year follow-up of a descriptive pilot study. The Lancet Oncology. 2013 Oct;14(11):1112-20. doi: 10.1016/S1470-2045(13)70366-8. Epub 2013 Sep 17.

3- D.L Ellsworth, D.T Croft, et al. Intensive cardiovascular risk reduction induces sustainable changes in expression of genes and pathways important to vascular function. Circulation. Cardiovascular Genetics. 2014 Apr;7(2):151-60. doi: 10.1161/CIRCGENETICS.113.000121. Epub 2014 Feb 21.