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Em busca do “peso feliz”

Uma das preocupações mais comuns de meus pacientes é atingir o peso ideal. Porém, particularmente não gosto deste termo, uma vez que ideal sempre remete a algo difícil e fora da realidade. Quantas coisas são ideais de verdade em nossa vida?

Por isso eu prefiro usar o termo “peso feliz”. Um peso feliz, para mim, é aquele que não requer nenhuma pressão mental ou emocional ou culpa sobre o que eu estou comendo, como estou em relação a atividade física, estando livre de comparações visuais e apreciando o meu corpo pelo o que ele faz por mim todos os dias quando me possibilita realizar o meu trabalho, me exercitar e me divertir; Peso não é apenas um número, é um sentimento e um estado de ser.

Números podem ser relativos e não são a verdadeira definição de sua saúde e bem-estar. O seu peso “feliz” é aquele em que você se sente incrivelmente forte e disposta, pronta para malhar, caminhar por trilhas, dar uma volta de bicicleta, ou que permite que você fique de pé o dia todo trabalhando em um emprego que você ama, ajudando aos outros na comunidade, carregando os pequenos, etc.;

O que um peso feliz significa para você? Que atividades você é capaz de fazer por causa disso? É hora de começar a apreciar o nosso corpo pelo que ele nos permite fazer com as nossas vidas ao invés de como ele parece visualmente e fisicamente – nossos corpos nos permitem sentir alegria, amor, felicidade, emoção, força e muito mais!

Há dias em que eu termino uma sessão com um(a) paciente e continuo a pensar e refletir sobre nossa conversa. Ás vezes nem sequer falamos sobre alimentação e nutrição na primeira ou até na segunda sessão. Para mim, ser a melhor coach e médica possível envolve um plano sólido de nutrição, porém o mais importante é chegar à principal causa de problemas como alimentação por estresse, gatilhos emocionais e mentais, compulsão alimentar / excessos, que auto sabotam os esforços para perder peso e outros objetivos.

Muitos desses e dessas pacientes abrem-se muito e compartilham seus pensamentos mais profundos sobre eles mesmos. O que escuto com muita frequência são ideias de depreciação e sentimento de não serem bons o suficiente. Escutam essa voz interior negativa sobre seu peso e tomam isso como uma definição de quem você é, dizendo: “você é gordo, nunca conseguirá emagrecer, não tenho tempo, é muito difícil, nunca funcionou e nunca vai funcionar”. E dessa forma, nunca sentirá alegria e apenas irá gerar esses tipos de situações na vida.

Nós, como mulheres (e homens), devemos abraçar coletivamente a unidade que está em todos nós e chegar ao que realmente importa –  viver com todo o potencial que temos uma vida de amor e bondade para com nós mesmos e aos outros. Lembre-se, estamos todos no mesmo caminho, para viver da melhor forma possível, saudáveis e felizes! Por isso, deixe a negatividade de lado e crie espaço para expressar sua verdadeira força interior!

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Dicas, Saúde Integrativa

Descubra 4 passos para ser razoável

Você deve ter acompanhado no meu último post, como estabelecer objetivos reais em que eu terminei falando para ser razoável com você mesm@. Quando estamos tentando perder peso, muitas vezes nos culpamos e acabamos sofrendo muito quando o ponteiro da balança continua no mesmo lugar, quando saímos da dieta naquele encontro com as amigas ou por não ter feito exercício nos últimos dois dias.

Aqui estão alguns conselhos carinhosos de alguém que já passou por isso antes:

  • Estabeleça uma meta de peso razoável:

Consulte o seu Índice de Massa Corporal (IMC) aqui, calcule qual é o seu IMC agora e qual seria um peso melhor para a sua altura. O IMC é uma orientação aproximada (não é perfeito, já que não leva em consideração a estrutura óssea, porcentagem de gordura, genética, etc) mas, pelo menos, é uma ferramenta que serve como um guia. Você não pode ter 1,80 m e pesar 50 quilos.

Além disso, saiba que o seu peso é apenas uma orientação. Você pode ganhar massa magra (músculo) e perder gordura, e por isso o peso na balança não diminuiu nada. Você pode perder medidas e aparentar estar completamente diferente e não perder um grama de peso. E TUDO BEM.

Então, em vez de ficar obcecad@ com a balança, preste atenção em como suas roupas estão vestindo e tire fotos para acompanhar as mudanças no seu corpo.

  • Leva tempo:

Mudanças duradouras levam tempo. Grandes perdas de peso levam tempo. O que eu quero dizer é que provavelmente levou um tempo para você adquirir os hábitos que você tem agora. Por isso, provavelmente vai demorar mais tempo do que você gostaria para reverter tudo isso. Você também provavelmente terá recaídas algumas vezes. É compreensível. Não é de nossa natureza agir e comer da mesma forma sempre.

Permita-se. E pense nisso desta maneira: Se você mudar 50% da sua alimentação no início, é melhor do que 0%, certo?

Seja firme com você mesm@, mas não seja radical.

  • Exercício físico suficiente – mas não mais do que isso:

Sim, malhar vai lhe ajudar a perder gordura e ganhar massa muscular, mas não é a parte principal da equação. Além disso, quem em sã consciência tem tempo para malhar tanto quando temos família, trabalho, lazer, animais e amigos que também precisam de tempo?

Então, o melhor é estabelecer algumas metas razoáveis ​​para exercício. Se tudo que você puder é 3 vezes por semana por 20 minutos, isso está ótimo. Um pouco de movimento é melhor do que nenhum!

  • Coma seus carboidratos:

Comer carboidratos refinados, como açúcar e farinha branca vai fazer você ganhar gordura, sem dúvida. Porém, carboidratos complexos são bons para nosso organismo. Fontes de carboidratos complexos incluem legumes e frutas, e esses alimentos têm uma incrível quantidade de vitaminas, minerais e outros nutrientes neles.

Eles deixam o seu prato bonito e colorido e dão muito sabor as receitas. Se você não comer carboidratos o suficiente, poderá começar a se sentir frac@, mal humorad@, cansad@, e até ter cãibras musculares e problemas para dormir.

Além disso, seu corpo irá dizer-lhe que está faltando alguma coisa. Quando nos privamos totalmente de carboidratos, é comum apresentarmos desejos super intensos e incontroláveis de alimentos processados e com alto teor calórico como doces e massas.

Espero que essas informações sejam úteis para você! Perder peso não é apenas uma questão de quais alimentos comemos, mas também como nos sentimos e pensamos.

Se você já passou ou está passando por isso, não deixe a culpa lhe desmotivar ou desanimar!

Seja razoável e faça o seu melhor!

Bom fim de semana!

Dra. Marcella

 

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