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Como o estresse pode prejudicar sua saúde?

Ultimamente eu tenho trabalhado em vários projetos paralelos ao consultório e por mais que eu ame o meu trabalho, todos sabemos como é fácil ficar estressada quando temos muitas coisas para resolver, compromissos, problemas, etc. Estresse é algo que está presente na vida de quase todo mundo. Mas o que é o estresse?

Por definição é a resposta do seu cérebro a qualquer estímulo interno ou externo. Isso pode acontecer por uma mudança em seu estilo de vida, um dano físico como uma ferida, exercícios em excesso, cicatrização de uma cirurgia; e claro, estresse emocional causado por problemas no trabalho, relacionamentos, perdas, emoções, condições financeiras, etc.

O estresse não é algo bom ou ruim, simplesmente é. Como reagimos, lidamos, manifestamos, e gerimos o stress é onde está toda a magia – ou melhor, desafio. Os impactos do estresse em nossa saúde e nosso corpo podem se manifestar em uma infinidade de formas, incluindo alterações hormonais, reações do sistema nervoso, alterações no peso e sono, má digestão, doenças cardiovasculares, diminuição da imunidade, desequilíbrios do sistema reprodutivo, insônia, síndrome de fadiga crônica, distúrbios da tireóide, depressão, entre outras.

O estresse é uma resposta fisiológica necessária principalmente em situações de perigo. Por exemplo, se nos deparássemos frente a frente a um leão, precisaríamos de nossa resposta ao estresse para dar um impulso a todo gás para começar a correr, respirar mais rápido para fornecer oxigênio como combustível aos músculos e a liberação de hormônios das glândulas supra-renais, principalmente o cortisol, para aumentar nosso foco e usar as reservas de energia como combustível para fugir do perigo.

O cortisol não é um hormônio ruim, mas quando se torna elevado cronicamente esse hormônio sinaliza ao seu corpo para ele comer mais do que precisa porque está reagindo a um instinto de sobrevivência e não a um prazo do trabalho ou a 2 horas de trânsito. O cortisol é necessário, porém, altos níveis desse hormônio por muitas horas irão contribuir para um estado de inflamação silenciosa crônica e especialmente para o ganho de peso abdominal. Por isso é importante aprender como podemos desligar essa elevada resposta ao estresse quando ele não é necessário.

Para mim, yoga e meditação são ferramentas infalíveis para ajudar a aliviar o estresse. Com o ritmo em que as coisas acontecem, tão rápido e emocionante, podemos nos sentir sobrecarregadas com facilidade. Yoga e meditação me ajudam muito e podem ajudar você a manejar pensamentos negativos, listas de afazeres, pressões, ansiedades, etc.; é a única coisa que posso fazer para me centrar completamente e voltar para o meu verdadeiro eu, sentir-me feliz, alerta, energizada, e poder continuar a fazer o que faço melhor.

Quase todos os dias eu medito por alguns minutos depois da minha prática de yoga antes de começar meu dia de trabalho em um local especial na minha casa. Se você nunca fez yoga, tente uma aula experimental ou apenas sente em silêncio para observar sua respiração por alguns minutos. Pode ser uma meditação andando em um jardim ou parque, na praia ou mesmo em seu carro enquanto você dirige – você pode respirar fundo em qualquer lugar. O objetivo não é  “não pensar” porque os pensamentos virão, o desafio da prática é permitir que esses pensamentos flutuem como uma pequena bolha e não atribuir uma reação dando-lhes mais poder para tirar o momento presente.

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a chave é a atitude positiva

Perder peso pode ser um caminho complicado, difícil e doloroso. Frequentemente em minha prática, me deparo com pessoas que já fizeram os mais variados tipos de dietas, em algumas até tiveram sucesso e conseguiram perder o peso desejado, mas infelizmente, na maioria dos casos, isso dura em média 6 meses e depois acabam recuperando o peso perdido e até ganhando quilos extras. Essas pessoas já tem como meta pessoal uma alimentação saudável, porém não conseguem associar o que fazem a alcançar o peso desejado. Isso se dá por alguns motivos como:

– Maus hábitos e condicionamentos antigos – “Eu não vivo sem sobremesa!” ou “Sei que deveria fazer exercícios, mas não consigo”

– Medo de mudar e pressão familiar contra mudança – “Já foram tantas dietas que meu marido acha que eu não vou mais conseguir emagrecer”

– Uma crença teimosa na eficácia da próxima dieta – “Vou fazer a dieta do melão para emagrecer 10 kg em 5 dias até aquela festa”

– Desencorajamento diante do próprio excesso de peso – “O meu corpo é este. Melhor aceitar isso”

– Um histórico de não conseguir perder peso – “Já tentei de tudo e li um monte de livros sobre regimes, mas nada funcionou”, “Acho que meu excesso de peso é genético”

– Desejo insaciável por alimentos salgados, doces e gordurosos – “Conheço os alimentos certos, mas não resisto à frituras e sobremesas”

– Falta de tempo, o que torna mais fácil buscar produtos industrializados, redes de fast-food e lanchinhos no meio da tarde – “Eu não tenho tempo” ,”É tudo muito difícil”

São vários obstáculos na vida das pessoas. Além disso, somos vítimas de um sistema de consumo em que somos enganados por rótulos que estampam as palavras natural, light e nutritivo a fim de vender nada além de produtos industrializados, ao passo que não existem propagandas de frutas frescas, vegetais, grãos integrais e produtos orgânicos. Estamos cercados de propagandas na mídia nos dizendo o que comer, e quando estamos fora de casa, fica difícil encontrar coisas realmente saudáveis e naturais.

Então como reverter isso?

Não somos a nossa história, não somos nosso passado. Podemos criar um novo corpo através de escolhas conscientes. O corpo físico é sempre reciclado – quase todo ele – uma vez por ano (o revestimento do estômago a cada cinco dias; a pele, uma vez por mês; o esqueleto a cada três meses, o fígado a cada seis semanas, o material genético a cada seis semanas).

Sempre mudamos a atividade dos genes por meio dos mesmos sinais enviados pelos pensamentos, emoções e comportamentos. O corpo está em constante mudança. O Dr. Dean Ornish e pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, demonstraram que o rendimento de até 500 genes pode ser alterado quando uma pessoa faz mudanças no estilo de vida, tais como alimentar-se melhor, fazer exercícios, meditar ou controlar o estresse.

Por isso, o mais importante é:

– Mude sua atitude. Torne-a positiva e crie a partir dela. Envie a mensagem do que você quer ao seu corpo, e ele vai entender.

– Coma comida de verdade, evite produtos industrializados com ingredientes incompreensíveis;

– Movimente-se, caminhe até o trabalho, pegue as escadas ao invés do elevador, dê um mergulho ou o que você preferir;

– Durma bem, procure dormir de 7 a 8 horas por noite;

– Reduza o estresse, experimente meditar por 10 minutos, faça uma aula de yoga ou o seu esporte preferido.

Para resultados a longo prazo, você deve fazer mudanças suaves para que seu corpo e seu estilo de vida aceitem. Não apenas siga a dieta da moda que funcionou para alguma celebridade. Foi isso que deu certo para mim!

Referências:

ORNISH. D, et al. ” Effect of comprehensive lifestyle changes on telomerase activity and telomere length in men with biopsy-proven low-risk prostate cancer: 5-year follow-up of a descriptive pilot study”. The Lancet Oncology, Volume 14, Issue 11, October 2013, Pages 1112–1120

ORNISH. D, et al. ” Changes in prostate gene expression in men undergoing an intensive nutrition and lifestyle intervention”. vol. 105 no. 24 Dean Ornish,  8369–8374, doi: 10.1073/pnas.0803080105

Chopra, Deepak. Você tem fome de quê? : a solução definitiva para perder peso, ganhar confiança e viver com leveza/ Deepak Chopra : tradução Maria Sylvia Corrêa. -1. ed. -São Paulo: Alaúde, 2014